quarta-feira, 1 de maio de 2013

Jérôme Présvot La Closerie Cuvée Béguines NV



O Doce Néctar – Destaques do Livro: 1001 Vinhos para beber antes de morrer

Jérôme Présvot La Closerie Cuvée Béguines NV


Origem: França, Champagne, Montagne de Reims.

Características: Espumante branco seco, 12,5%.
Cepa: Pinot Meunier.



Jérôme Présvot é, em muitos sentidos, o vinicultor mais independente de Champagne, bem como um dos mais corajosos, dedicados, originais e poéticos











Há uma cor ouro-âmbar profundo com uma perlage delicada. O nariz é elegante e intenso com brioche, fermento, limão, torradas e interessantes especiarias exóticas, com notas de conhaque velho, avelã e caramelo até mesmo discretos. Em boca é cremoso, de corpo inteiro, redondo, bem equilibrado, elegante com sabores puros de lima, limão, especiarias asiáticas, nozes e torradas. Uma plenitude de poder e elegância que envolvem o palato completamente. O final longo, com frescura e elegância.




"Jerome Prevost, uma criança da década de 1960, assumiu ha de sua família 2,2 de vinhas em Gueux, em Montagne de Reims, na idade de 21. After selling his grapes to others, he started making his own wine when celebrated fellow-grower Anselme Selosse made space for him in his winery from 1998 to 2001. Depois de vender suas uvas para os outros, ele começou a fazer o seu próprio vinho, quando o famoso colega produtor-Anselme Selosse abriu espaço para ele em sua vinícola de 1998 a 2001. Attempting to get the best out of his vines, planted in the 1960s, he plows and uses bio-dynamic preparations. A tentativa de tirar o melhor proveito de suas videiras, plantadas na década de 1960, ele lavra a terra e usa extratos biodinâmicos. He ferments in wood (mostly barriques) and, standing conventional wisdom on its head, prefers the wine to have extended contact with lees from indigenous yeast in barrel, rather than with lees from selected yeast in bottle. Ele fermenta em madeira (principalmente barricas) e fazendo uso da sabedoria popular, prefere que o vinho tenha contato prolongado com borras de levedura indígena no barril, em vez de com borras de leveduras selecionadas em garrafa. Because of their richness and ripeness, they have only a very light dosage, leaving them Extra Brut. Por causa de sua riqueza e maturação, eles têm apenas uma dose muito leve, deixando-Extra Brut. He works by himself, makes only one wine, always from a single year, and always a single variety – Pinot Meunier. Ele trabalha sozinho, faz apenas um vinho, sempre a partir de um único ano, e sempre uma variedade única - Pinot Meunier. That may not sound so remarkable, but La Closerie Cuvee Les Beguines is an extremely interesting wine. Isso pode não parecer tão notável, mas o La Closerie Cuvee Les Beguines é um vinho extremamente interessante. "  Présvost diz que “ a Pinot Meunir é como uma criança: tem coisas interessantes para dizer, mas é preciso encorajá-la para que diga.” Ele oferece a casta todo incentivo necessário que ela precisa, ela responde com vinhos imensamente complexos, concentrados e exóticos.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012


CHAMPAGNE, ESPUMANTE, FILTRADO E SIDRA: VOCÊ SABE QUAL É DIFERENÇA?
De vez enquando é bom relembrar o básico.




O vinho espumante se diferencia dos demais vinhos ditos “tranqüilos”, por ser elaborado a partir de duas fermentações alcoólicas. A primeira fermentação é a mesma que se faz

para produzir um vinho tranqüilo, sem “bolinhas”. Explicando brevemente, fermentação é o que ocorre quando a levedura que se encontra presente na uva come o açúcar, que também está presente nela, e o transforma em álcool e anidrido carbônico (as “bolinhas”). Por haver uma segunda fermentação que o espumante se torna tão especial. Mas há duas formas de se fazer esta segunda fermentação. A primeira, mais antiga, é denominada método tradicional ou champenoise (por que é assim que é feito o champagne). A segunda é denominada de método charmat.



 


 


 


Método Tradicional ou Champenoise







O método tradicional implica realizar esta segunda fermentação dentro da própria garrafa fechada, e por essa razão o espumante reterá o anidrido carbônico (o gás), é que o espumante terá as suas “bolhinhas”.











Método charmat





No método charmat a fermentação acontece em grandes tanques, denominados de autoclaves, e nos quais o anidrido carbônico liberado pela fermentação é retido.



O espumante resultante destes dois métodos terá características organolépticas distintas, tais como cor, sabor e aromas. Entretanto alguns parâmetros que são validos para os dois:



  • O teor alcoólico do espumante deve ser entre 10 e 13% em volume.
  • O anidrido carbônico (“bolinhas” ou perlage) deve ser proveniente exclusivamente da fermentação não pode ser adicionado), e sua concentração deverá ser de 4 atmosferas à 20°C.



Quanto à quantidade de açúcar presente no espumante ele pode ser classificado:







Classificação
Quantidade de açúcar por litro
Extrabrut
0g a 6g
Brut
6g a 15g
Sec / Seco
15g a 20g
Meio Seco / Meio Doce / Demi-Sec
20g a 60g
Doce
mais de 60g



Champagne


Reims durante o Natal
Reims durante o Natal


A denominação champagne é uma appellation dorigine contrôlée (denominação de origem controlada). A região de Champagne, na França, é a única no mundo que pode dar o nome de champagne aos seus espumantes.  Nem mesmo outras regiões da França podem chamar assim seus vinhos espumantes. Champagne tem um solo com características específicas que propiciam as uvas aptas para um champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) e um clima frio.



Filtrado




É uma bebida proveniente do mosto de uva, parcialmente fermentado ou não, podendo ser adicionado de vinho de mesa.  Ele não é considerado vinho, porque este é exclusivamente a bebida oriunda da fermentação da uva sã, fresca e madura. Além disso, tem uma graduação alcoólica bem baixa, de no máximo 5% em volume.  E pode ter adição de anidrido carbônico em até três atmosferas.



SIDRA




Já a Sidra não é um espumante, nem vinho, nem é feito de uva. A sidra é umas bebidas fermentadas de maça, cuja graduação alcoólica varia de quatro a oito por cento em volume. Ao contrario do espumante é proveniente de uma única fermentação e tradicionalmente não é gaseificada.

No Brasil a Sidra foi regulamentada de uma forma um pouco diferente:

ü  Pode ser gaseificada

ü  Pode ser proveniente da fermentação do mosto da maça, do suco concentrado ou ambos, com ou sem adição de açúcar.

ü  Podem ser adoçada e receber outros aditivos (corante, aromatizante)

ü  Pode ser desalcoolizada

O resultado é um produto totalmente diferente do espumante.



Referências:
Lei do Vinho – Lei n. 7.678/1988 - Dispõe sobre a produção, circulação
e comercialização do vinho e derivados da uva e do vinho, e outras  providências.
Decreto do Vinho – Decreto n. 99.066/1990 - Regulamenta a Lei n.°
7.678, de 8 de novembro de 1988, que dispõe sobre a produção, circulação e
comercialização do vinho e derivados do vinho e da uva.
Lei de Bebidas – Lei n. 8.918/1994 - dispõe sobre a padronização, a
classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas.
Decreto de Bebidas – Decreto n. 6.871/2009 - Regulamenta a Lei no 8.918,

de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o
registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas.




Por: Marcelo Carvalho






Fontes:Ibravin/Miolo Group/Vinhos para iniciantes e inicados

domingo, 12 de agosto de 2012

Provignage: Um vinho pré-Filoxera





Provignage: Um vinho pré-Filoxera



Elaborado a partir de vinhas de Romorantin com mais de 160 anos!







   No final do século XIX, a Filoxera, um afidio amarelo minúsculo, espalhou-se pela Europa, matando todos os vinhedos num ritmo devastador, e se deslocando mundo a fora. A destruição dos parreirais foi tamanha que muito produtores acreditavam que os vinhedos estavam condenados e que o vinho iria desaparecer.

   Denominada inicialmente de Phyloxera Vastatrix (a devastadora). Mas hoje identificada como o inseto Dactylasphaera Vitifloliae, a Filoxera se alimenta das raízes da videira. Sendo nativas da América, convivia em certa harmonia com as videiras nativas, por isso ficou desconhecida por séculos. Contudo, as videiras européias e asiáticas mostraram-se suscetíveis, quando por volta de 1858 a 1860, parreiras nativas da América foram enviadas para o sul da França como experiência, a Filoxera até então desconhecida, pegou carona nas raízes.

   A Filoxera era tão fatal quanto misteriosa. Minúsculo demais para ser visto a olho nu, o inseto promoveu destruição de forma silenciosa. As parreiras amarelavam, murchava e depois pereciam lentamente. Às vezes quando as uvas conseguiam amadurecer, gerava um vinho fraco e aguado.

   Inúmeros defensivos foram tentados. Na França, por exemplo, os vinhedos foram ensopados de produtos químicos, inundados de água e até irrigados com vinho branco. Nada parecia funcionar. Somente 1868, o biólogo francês Jules-Emile Planchon e dois colegas descobriram por acaso um enxame de Filoxera sugando as raízes de uma planta é que suspeitou-se que a causa da morte das vinha poderia ser isto. Então em 1870, quanto o etomologo americano Charles Valentine Rile, confirmou a teoria de Planchon.Sabendo a causa dois viticultores franceses, Leo Laliman e Gaston Bazille, sugeriram a possibilidade de que a variedade de videira vinífera podia ser enxertada em porta-enxertos de videiras americanas, resistentes a Filoxera. Funcionou.

   Os vinhedos pelo mundo foram extirpados, parreira a parreira e replantados em bacelos americanos. Hoje em dia, a maioria dos vinhos mundiais provem de videiras que cresceram de raízes americanas.

   Porem em 1998, Henry Marionnet, considerado o “Papa do Gamay”, do Domaine de La Charmoise, ao receber uma oferta de “um vizinho camponês” exclamou: “Quem você pensa que eu sou? Um parisiense?”, a oferta tratava-se de um lote de 4 hectares de vinhas pré-Filoxera.  Pelo que foi abordado até aqui sobre essa terrível praga, não é difícil de imaginar o ceticismo e a desconfiança de Marionnet quando viu pela primeira vez essas plantas tão antigas!

   Se Fosse autenticas seriam um verdadeiro tesouro, talvez difícil de calcular em termos financeiros, mas ouro puro nas mãos hábeis de um vinicultor com conhecimentos históricos. Marionnet chamou especialistas e estes declararam que eram vinhas de Romorantin. Eles aceitaram como “provavelmente”  verdadeiros os indícios de que o vinhedo fora plantado em 1850 e sobreviveu a  crise da Filoxera em 1870. Então Marionnet comprou o lote e começou a vinificar o Provignage.

   A cepa utilizada trata-se da rara Romorantin, é um cruzamento entre as outras também desconhecidas Pinot Teinturier e Blanc Gouais, esta última muito promiscua, desempenhando um papel importante na origem de muitos dos atuais chamadas variedades nobres, incluindo Chardonnay, Aligoté, Gamay, Melon de Bourgogne, Petit Meslier, Colombard e até mesmo Riesling, bem como a variedade mais antiga Elbling. A cepa foi Trazida da Borgonha para o Loire, em 1519 pelo rei François I, segundo a tradição. Já foi uma das uvas mais cultivadas na região, Porem com o tempo foi perdendo terreno para as mais populares Sauvignon Blanc  e Chenin Blanc,  hoje está confinada à pequena denominação Cour-Cheverny,  na qual pelo que parece reina absoluta como única variedade permitida. Como o vinhedo que Marionnet fica fora de Cour-Cheverny ele engarrafa o Provignage como Vin de Pays du Jardin de La France.

   O nome Provignage refere-se ao método de propagação das videiras, utilizado antes da Filoxera, em que um galho da mesma era enterrado, enraizava e depois era separado da vinha-mãe, gerando uma nova planta independente. Um nome mais do que adequado.

   Longe de encantar somente pelo seu grande valor histórico que soa como poesia nostálgica, tem uma qualidade que esta à altura. De Cor amarela claro, aromas de flores, mel, pimenta branca, cevada e um toque de brioche, no paladar e complexo, viscoso, muita acidez e mineralidade, muito encorpado, um vinho robusto e muito persistente. Certamente inesquecível!

   Saber desse vinho me induziu a pensar que quando as vinhas foram plantadas, Napoleão III reinava sobre a França e  muitos fatos importantes aconteciam no mundo.



Alguns fatos ocorridos em 1850:





v  Lei Eusébio de Queiroz: Proibia a entrada de africanos escravizados no Brasil.

v  Descobriu-se ouro na Califórnia e teve inicio a Corrida do ouro, que acelerou ainda mais a marcha para o Oeste no Estados Unidos.

v  Califórnia tornou-se o 31º estado Norte-Americano.

v  Morreu o químico francês Louis Gay-Lussac







  Por:Marcelo Carvalho




O Doce Néctar: Chablis – Um tesouro branco


        Referência mundial quando se fala em vinhos brancos elaborados a partir de Chardonnay.



A origem: A antiga Yonne.


   Um verdadeiro tesouro vinífero. Chablis é o único sobrevivente da antiga região produtora de vinhos de Yonne. As vinhas de Chablis foram introduzidas pelos romanos, mas foram os monges da igreja medieval que estabeleceram a viticultura como importante atividade econômica. Provavelmente tenha sido esses religiosos que começaram a produção de vinhos na região; Há relatos sobre a exportação de Chablis para a Inglaterra e Flandes em meados do século XV. Até o Século XIX, toda Yonne se desenvolvia como região produtora de vinhos. Tal sucesso dava pela facilidade do transporte do vinho por via fluvial até Paris. Por isso houve um declínio no final daquele século, por conta das pragas Oídio e a Filoxera, embora na época já se houvesse descoberto solução para solução para esse dois problemas, muitos produtores relutaram em substituir suas vinhas, pois a inauguração da estrada de ferro Lyons-Marseille havia facilitado o transporte de vinhos de outras regiões e reduzido a participação de Chablis no mercado (que havia perdido a vantagem de proximidade com Paris). As áreas de cultivos foram sendo reduzidas até atingir o nível de meros 500 hectares, por volta de 1950. Quando o prestigio da denominação reviveu a partir do compromisso dos produtores com a qualidade de seus vinhos e advento de novas tecnologias, que permitiram que Chablis pudesse, novamente, produzir seus brancos com maior lucro e competitividade. A denominação foi criada no ano de 1938, quando o Institut National dês Appellations d’Origine Contrôllée (INAO), determinou que os vinhos deviam ser produzidos a partir da variedade Chardonnay e delimitou áreas de cultivo e práticas de vinificação, tudo isso para proteger o uso indiscriminado do nome “Chablis”, que estava sendo utilizado para descrever qualquer vinhos branco feito no mundo. Mas somente no final do século XX que os mercados se abriram para Chablis, intensificando sua produção e consumo. Até 2004 havia 10 mil hectares de vinhedos plantados na região. O clima: Um fator essencial. A região de Chablis possui clima Semicontinental, sem influência marítima, isso quer dizer que, os invernos são longos e rigorosos e os verões, com freqüência, razoavelmente quentes. Geralmente esse tipo de clima torna os vinhos locais mais acidez e sabores menos frutados do que os apresentados por Chardonnays oriundos de regiões mais quentes. Os Chablis freqüentemente apresentam notas de “pólvora” ou sabor metálico (no bom sentido). Há sempre uma incerteza a respeito do clima e, assim, a produção oscila bastante conforme a safra, tanto em qualidade quanto em quantidade. Em anos muitos chuvosos e de temperaturas muito baixas, a tendência é a produção de vinhos de acidez extremamente alta e fruta magra para contra balancear essa acidez. Já em safras muitos quentes tendem a produzir vinhos cheios e flácidos, com muito pouca acidez. A cima do fator tópico temperatura, a maior questão climática do local são as geadas. Especialmente porque elas acontecem na primavera, período crucial no ciclo da vinha, pois corresponde à época de abertura dos botões das suas flores. A importância da ocorrência ou não de geadas e tanta que acaba por determinar quanto vinho será produzido em determinado ano.      
Por isso, a proteção dos vinhedos contra o fenômeno é uma das maiores preocupações dos produtores da região. Desde 1950, vários métodos foram desenvolvidos para proteger as plantas. Antes disso, os viticultores estavam à mercê da natureza, esperando que a temperatura se mantivesse quente o suficiente durante a primavera, de modo a viabilizar a produção. Aquecedores instalados nos vinhedos e aspersores de água, acionados para borrifar as vinhas assim que a temperatura cai até o ponto de congelamento e matindos durante todo o tempo necessário, estão entre as medidas preventivas. Hoje em dia a maioria das melhores vinícolas faz uso desses métodos para garantir sua safra. Alguns chegam a utilizar helicópteros para circular o ar e dissipar flocos de gelo.

  • O solo: Um segredo Pré-Histórico

.     O grande segredo para desvendar Chablis esta em sua geologia, em seu solo argilo-calcario. De fato, a região esta sobre uma grande bacia submersa de calcário, que propicia o sabor único de seus brancos e também delimita as áreas produtoras. As rochas do local datam da Era Jurássica superior, algo em torno de 180 milhões de anos atrás. Sobre essas rochas há uma camada de argila muito rica em fosseis marinhos, minúsculas cascas de ostras fossilizadas. Antigamente somente os vinhedos plantados sobre o solo de argila Kimmeridgiana (Kimmeridgean clay) podia carregar a denominação Chablis. Mais recentemente, a denominação estende-se também a áreas de Portlandian clay, de estrutura semelhante à da primeira. Os dois solos têm a mesma origem geológica. Entretanto, de modo geral, Portlandian clay não confere tanta finesse ao vinho quanto Kimmeridgean clay. Fica fácil perceber que os vinhedos Grand Cru estão todos sobre kimmeridgean clay, enquanto que Portlandian clay constitui o solo da maioria das vinhas periféricas produtoras de Petit Chablis.

  • Classificações: Os vinhedos são o destaque

.   Na denominação Chablis existem quatros classificações, as quais apresentam características distintas entre si, refletindo a importância das diferenças de solo e de cada encosta da região, ainda que a uva-base seja a Chardonnay.

  • Chablis Grand Cru AOC

   No patamar superior estão sete vinhedos Grand Cru. Ocupando uma área total de 100 hectares, estão situados em uma das encostas ao norte da cidade de Chablis, com face sudoeste. Juntos, eles são responsáveis por aproximadamente 3% da produção anual de Chablis. São eles:
  • Les clos - Tende a apresentar os Chablis mais ricos e complexos. Com mineralidade pronunciada. Com o tempo os vinhos desenvolvem aromas parecidos com os Sauternes.
  •  Vaudésir – por sua vez produz vinhos com sabor intenso e notas de especiarias
  •  Valmur - são conhecidos pela sua textura suave e seu nariz aromático.
  •  Les Preuses – Por ser o vinhedo que recebe maior incidência de raios solares, tende a ter os vinhos de maior corpo.
  • Bougros – É o menos expressivo, mas ainda assim produz brancos de sabores vibrantes de frutas.  Blanchot – São delicados com aromas florais.
  • Grenouilles – São muito aromáticos, elegantes e atrevidos.
  •  La Moutonne - É uma pequena colina entre os vinhedos de Vaudésir e Les Preuses, e por razões ilógicas e talvez burocráticas não conta com o Status de Gran Cru, embora seus vinhos apresentem qualificação para ostentá-la. Sendo este um “Grand Cru não oficial”, uma vez que o INAO não o reconhece como tal.


  • Chablis Premier Cru AOC

    Em Segundo lugar, em termos de qualidade estão os vinhedos Premier Cru. No começo do século XXI, somavam ao todo 40 vinhedos, os quais cobrem uma área de 750 hectares. Dentre os vinhedos mais renomados estão Montée de Tonerre, Vaillons e Fourchaume. Se comparados aos Chablis clássicos, os Premier Cru normalmente apresentam fruta mais madura – com toques cítricos ao invés de ameixas ou maçãs-verdes – mais corpo e, provavelmente, uma textura mais suave e cremosa, alem de maior concentração e de acidez, e aromas mais minerais. Embora existam 40 vinhedos Premier Cru, os nomes da maioria deles não aparecem nos rótulos dos vinhos. Usando algo que usualmente se chama de “umbrella names”, ou seja, vinhedos menores podem usar o nome de vinhedos Premier Cru próximos mais famosos. Algo permitido pelo INAO. Em geral, 17 são os vinhedos “umbrella”, os demais acabam mesmo sendo lançados ao mercado sob esses nomes.

  • Chablis AOC
   Continuando a ordem de qualidade, após os Premier Cru estão os Chablis AOC, com uma área de produção totalizando 2.860 hectares, a maior extensa da denominação e a que apresenta a maior variação entre seus produtores e qualidade de safras. Os Chablis AOC podem ser bastante austeros, com toques de frutas brancas verdes e acidez alta. Os melhores rótulos mostram um toque mineral defumado e calcário, bem característico dos vinhos Premier Cru e Grand Cru.

  • Petit Chablis
   A mais humilde classificação da denominação são os Petit Chablis, incluindo as áreas mais periféricas da região. Até 2004, de um total de 1.800 hectares permitidos na denominação Petit Chablis, 560 estavam cultivados. Os Petit Chablis são os brancos mais simples produzidos na região.


  • Envelhecimento em carvalho: Tradicionalistas x Modernistas.
     Como ocorreu em outras regiões francesas, Chablis se viu em meio a uma série de avanços na vinificação. Podem ser citadas a introdução da fermentação malolática e, também, do controle de temperatura durante a fermentação. Porem o assunto mais controverso entre os produtores da região é o uso do carvalho. Tradicionalmente, os vinhos de Chablis eram envelhecidos em antigos barris de madeira muito usada, demoninados feuilette – de capacidade aproximada à metade dos barris da Borgonha, 228 litros – os quais eram neutros e não conferiam sabores característicos do carvalho – tais como baunilha, tostados etc – à bebida. Havia certa dificuldade em manter os padrões de higiene nos feuilette e, em conseqüência, havia propensão ao aparecimento de defeitos no vinho. Por isso, com advento dos tanques de fermentação em aço inoxidável, os feuilettes foram gradativamente substituídos. O que aconteceu foi que, no final do século XX, o uso do carvalho foi por assim dizer “redescoberto” por enólogos de Chablis, que começaram a usar barricas novas que, essas sim, influenciavam no sabor do vinho. Nasceu aí uma grande controvérsia: enquanto os tradicionalistas dispensavam o carvalho para a manutenção do estilo e expressão pura do terroir de Chablis, enólogos modernos abraçaram o uso dos barris, cuidando apenas para que não houvesse excessos que viessem a assemelhar seus brancos a Chardonnays do Novo Mundo. Um detalhe importante é o teor de tosta dos barris utilizados em Chablis, normalmente é muito baixo, o que reduz, conseqüentemente, o sabor tostado a ser percebido no vinho. Os que abraçaram o carvalho apontam que ele permite oxigenação durante o processo de fermentação, o que torna o vinho pronto para consumo rápido. Mesmo entre os que fazem o uso do carvalho, fermentam ou envelhecem o vinho no carvalho mais neutro. Raramente ambos os processos ocorrerão em barris. Pessoalmente acho que Chablis continua sendo um dos melhores brancos do mundo, senão o melhor. Embora muitas vezes ofuscados erroneadamente pela opulência dos bons Meursault e Corton-Charlemagne, mas com uma singularidade que o distancia dos grandes brancos borgonheses de Côte D´or. Seu caráter mineral único, sua acidez “metálica” e seu estilo austero inigualáveis. Não encontrado em nenhum outro lugar do mundo!



Por: Marcelo Carvalho

Fontes: Revista Adega (Ed. Ano 6 nº75)/Atlas do Vinho/Bíblia do Vinho.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vai um Chandon? - Minha visita a Chandon do Brasil






















No dia 3 de setembro de 2011, para a conclusão do meu treinamento em vinhos, segui em direção a Serra Gaúcha, município de Garibaldi, para conhecer um mito: A Chandon.



A uva pode ser a melhor. As instalações e os equipamentos podem ser os mais requintados. Não é o suficiente. O que realmente vai determinar a superioridade de um vinho, um espumante ou um champagne são a sensibilidade e o conhecimento técnico dos enólogos envolvidos em sua elaboração. Essa filosofia é defendida pela Maison Moet & Chandon, com autoridade de quem há mais de 250 anos mantem seu nome no topo da lista dos produtores mundiais de bebidas finas. E é adotada, com o mesmo rigor, tambem nas quatros filiais que empresa mantem fora da França:Argentina, Estados Unidos(California), Australia e Brasil. À qual eu tive o privilégio de visitar e aprender.

Assim, quando a Maison Moet & Chandon, lá pelos ano de 1973, resolveu instalar-se no Brasil, escolheu a cidade de Garibaldi, depois que seus tecnicos reconheceram o grande pontencial vitícola na região da Serra Gaúcha e trouxe consigo os mesmo princípios já mencionados, cuja tradução prática mais simples é que a de que a qualidade sempre deve preceder a quantidade. Por isso, ao longo de mais de três décadas, a Chandon vem dando aos seus espumantes “tratamento personalizado”, ou seja, cuidados muito mais artesanais do que industriais. E hoje, ela está ficando cada vez mais convencida de que a região pode proporcionar grandes espumantes, com uma alta qualidade de padrão internacional.

Essa preocupação com a qualidade começa nos vinhedos com as uvas. Logo após instalar-se em Garibaldi, a Chandon aclimatou e aprimorou as três variedades que entram na elaboração de seus espumantes. Trouxe da França – para ter certeza de contar com mudas sãs e isentas de virores – o Chardonnay e o Pinot Noir, sendo que este segundo tipo, apesar de tinto, foi introduzido e vinificado em branco. Apostou no Riesling Italico, já adaptado a Serra Gaúcha e desenvolveu muitos trabalhos para melhorar esta variedade embaixadora da região. Além da introdução de variedades importadas de uvas, os especialistas da Chandon metodizaram a poda dos vinhedos próprios bem como a dos viticultores parceiros. Nesse sentido, estabeleceram como rotina o método de condução vertical das videiras, em “espaldeira”, já empregado com êxito na França e em outros países, sendo o mais apropriado para obtenção de uvas de qualidade superior.



Todos esses cuidados, seguidos ao longo de cada safra, culminam na colheita das uvas, que é manual e seletiva. Os grãos impróprios são logo eliminados. As caixas destinadas ao transporte são preenchidas de forma moderada, para evitar o esmagamento dos frutos, e rapidamente enviadas à unidade de elaboração, evitando-se que as uvas percam algo de sua fineza de aromas ou sua expressão gustativa. Aí, as uvas, são classificadas segundo sua variedade, origem, teor de açúcares e estado sanitario, entram na fase decisiva de elaboração.

Nesse proximo passo releva-se toda experiencia mundial e local dos enologos da Chandon, apoioada em quatro pontos básicos à saber:




  • A utilização de tecnicas de vinificação adequadas às caracteristicas das uvas e de acordo com a personalidade do espumante que se deseja obter; 
  • O uso, exclusivamente, de tratamentos fisicos, respeitando-se assim o caráter absolutamente natural da uva e do vinho;
  • A elaboração sob padrões de higiene extremamente rígidos;
  • E arte do “assemblage”, que detalharei mais adiante.




Na primeira etapa da elaboração dos vinhos bases, os grãos são suavemente prensados, extraindo-se assim apenas o suco de primeira qualidade, vindo em seguida a fermentação alcoólica, exclusivamente com o emprego de leveduras selecionadas e com permanente controle de temperatura.

Daí os vinhos seguem para etapa de maturação, ao final da qual entra em cena o “assemblage”. Na verdade esse processo a fundo não encontra em português uma palavra que o traduza de forma equivalente, significa a harmonização de vinhos de uma mesma região, porém, de diferentes safras e variedades, reunindo o melhor de cada identidade para obter-se um conjunto de qualidade superior. E um processo que não deve ser confundido com uma simples mistura de vinhos de diferentes qualidades e de varias procedências visando corrigir defeitos de um com o outro. O “assemblage” não é simplesmente uma técnica, mas uma combinação de ciência e arte. E exige tanta sensibilidade e conhecimento quanto, por exemplo, a seleção de solistas para montagem de uma orquestra. O virtuosismo de cada músico é fundamental, mas o objetivo final é a harmonia do grupo. Para que esse processo alcance êxito, os vinhos elaborados pela Chandon são avaliados desde seu nascimento até a maturidade, quando suas qualidades atigem o auge. É nesse ponto que se determina se um vinho tem condições de fazer parte de um assemblage, sempre pensando na etapa da segunda fermentação, quando este vinho se tornará um verdadeiro espumante.

Selecionados os vinhos de talentos diversos, por sua excelência, a partir de uma série de degustações, em que variam os integrantes do conjunto e a sua proporção no todo, busca-se a melhor opção de assemblage, que resultará num novo vinho mais harmônico e complexo do que cada um de seus componentes.

A elaboração dos espumantes ou “prise de mousse”, consiste em uma segunda fermentação sob condições de temperatura estritamente controladas. Esta pe atividade mais sensível da Chandon na unidade de Garibaldi, sempre se valendo de toda experiência acumulada pela Maison Moet & Chandon ao longo de dois séculos e meio e por suas quatro unidades nas mais diversas regiões do mundo. Para não deixar ao acaso, são empregadas leveduras exclusivas selecionadas pela própria matriz.

O processo é efetuado num sistema fechado, no qual o anidro carbônico, que em condições normais seria naturalmente liberado, permanece agregado ao vinho. Nessa fase, a pressão aumenta progressivamente. E a temperatura baixa mantida durante toda essa etapa é fundamental para a fineza e a persistência da borbulha natural apresentada pelo espumante. O produto final desta segunda fermentação permanece em contato com as leveduras por um longo período, quando tem lugar uma serie de fenômenos enzimáticos e físicos de grande complexidade, decisivos para a qualificação final do espumante, contribuindo para tornar suas características aromáticas finais ainda mais harmoniosas e ricas. Uma vez observado esse período de maturação, o processo finaliza com a remoção dos sedimentos oriundas da segunda fermentação e do envelhecimento, adição de uma pequena quantidade de açúcar chamada de licor de expedição para perfazer o equilíbrio em boca, o engarrafamento em condições isobáricas e a colocação da rolha definitiva. Após os descanso de alguns meses, as garrafas serão rotuladas e liberadas para comercialização.


Linha Chandon

CHANDON RÉRSERVE BRUT – Tipo Brut com 10g/L de Açúcar

Elaborado a partir do clássico “assemblage” de três variedades da Serra Gaúcha:Riesling Itálico, Chardonnay e Pinot Noir. Caracteriza-se por sua delicada cor verde amarela com reflexos dourados, sua espuma abundante e persistente com formação de um colarinho no contorno da taça e seu “perlage” de borbulhas finas, ativas e numerosas.

O aroma apresenta características florais (flores brancas) e frutadas (cítricos, maça, e um toque de abacaxi) com nuance de pão fresco.

No paladar apresenta um ataque franco de uma acidez equilibrada, continua com uma nítida sensação de redondeza e frescor; e finaliza com notas de frutas secas e cítricas com uma persistência média.

É apropriado como aperitivo e para acompanhar toda a refeição. Destaca-se com peixes grelhados, frutos do mar, saladas de verão e tem uma harmonização toda especial com sushis e sashimis.



CHANDON BRUT ROSÉ – Tipo Brut com 14g/L de açúcar

Castas: Riesling Itálico, Chardonnay e Pinot Noir.

Caixa de texto: Prova de Chandon direto do tanque inóxUm corte clássico da região da Serra Gaúcha, sendo que a Pinot Noir é submetida a uma maceração suave para extrair a cor, sem nenhuma adstringência e com toda riqueza aromática de frutas vermelhas da uva tinta. Sua degustação começa pela reluzente delicada cor rosada lembrando a goiaba junto às características de uma ótima efervescência: borbulhas finas, ativas e numerosas com formação de um colarinho persistente na taça.

Continua conquistando pela sinfonia de aromas lembrando frutas vermelhas como morango, a amora, a cereja e a acerola com toques sutis de especiarias doces.

E leva ao prazer de uma experiência sensorial única de um paladar extremamente equilibrado: ataque com refrescância, seguido imediatamente da sensação aveludada de grande maciez com volume oriunda do harmonioso “assemblage” e da cremosidade conferida pelas leveduras da segunda fermentação, balanceado coma justa proporção de licor de expedição e com um final agradável meio-persistente sobre toques de frutas vermelhas.

Harmonização: tipicamente com saladas diversas; carpaccios, embutidos e patês delicados neutros; carnes de aves, cordeiro e leitão; peixes crus ou grelhados como o salmão ou o atum; queijos neutros e sobremesas não muito doces à base de frutas vermelhas. Ótimo também no aperitivo e ou para ser desfrutado a bel prazer.

CHANDON RICHE DEMI-SEC – Tipo meio-doce com 35 g/L de açúcar

Castas: Riesling Itálico (70%), Chardonnay (15%) e Pinot Noir (15%).

Apresenta uma cor verde amarela dourada, espuma abundante com formação de um colarinho bem definido e borbulhas finas, numerosas.

Os aromas lembram doce de laranja e frutas secas como uva passa, figo, damasco com toques de mel. No paladar, após um ataque de boa acidez, uma sensação de cremosidade oriunda da maciez conferida pelo vinho base e pelo licor revela a harmonia e complexidade deste sutil equilíbrio.

Acompanha as sobremesas, tortas e bolos, sorvete de creme, patês e mousses, queijos de mofo azul, peixes servidos com molhos mais ricos em manteiga e massas com molho branco. É também uma opção interessante para o aperitivo.

CHANDON PASSION – Tipo meio-doce com 35g/L de açúcar.

Castas: Pinot Noir (10%), Malvasia Bianca (30%), Malvasia Cândia (30%) e Moscato Canelli (30%).

Eis um “assemblage” original e ousado, ao olho aparece com um delicado blush rosado a pele de pêssego junto a uma efervescência generosa com sua espuma abundante formando um colarinho bem definido e com sua perlage fina, ativa e numerosa.

Em nariz toques frutados lembram o maracujá, o pêssego, a lichia e o jambo com nuances florais de rosas. No paladar, após o já consagrado ataque de acidez, a maciez do vinho base e do licor revelam toda harmonia e a complexidade de todo deste sutil equilíbrio, com final intenso a frutas tropicais.

Harmonização com salmão, as sobremesas e as saladas de frutas tropicais. Pode ser também servido como aperitivo com uma pedra de gelo ou simplesmente para acompanhar aquele momento especial romântico.

EXCELLENCE CUVÉE PRESTIGE – Tipo Brut com 7 g/L de açúcar.

Castas: Chardonnay (65%) e Pinot Noir (35%).

Proveniente das uvas selecionadas exclusivamente nas melhores quadras dos vinhedos da Casa Chandon permitiu aos enólogos, criar esta cuvée especial.

No visual, predomina um delicado amarelo-esverdeado com reflexos dourados, com uma espuma abundante e persistente com formação de um amplo colar no contorno da taça, e por seu belíssimo “perlage” com borbulhas delicadas, ativas e numerosas.

Seu aroma remete a frutas como ameixa preta, cítricos maduros, amêndoa em harmonia com notas de torrefação (pão tostado, café) e toques sutis de especiarias doces como canela, cravo e caramelo. No paladar começa por um ataque direto de acidez e continua sobre um equilíbrio harmonioso graças à generosa maciez oriunda das uvas maduras, acentuada pela cremosidade da levedura e a percepção das sensações de volume, corpo e amplidão de Pinot Noir. Ao final, de longa persistência, revela aromas a cítricos maduros e frutas secas com os já mencionados toques de torrefação.

Degustar no aperitivo ou em harmonização com pratos a base de cogumelos, camarão e lagosta, peixes refinados, carnes brancas (tipicamente aves) e outros pratos finos levemente temperados.


Os enólogos






O enologo Philippe Mével possui diploma de engenheiro agrônomo pela Escola Nacional Superior de Agronomia de Rennes e de enólogo pela Escola Iniciou sua carreira em 1987 na França, na Maison Moet & Chandon, por volta de 1988 ele passou a trabalhar na Bodegas Chandon, na Argentina. Radicado há 20 anos em Garibaldi, Philippe atua no comando técnico da Chandon Brasil, com uma equipe de 50 colaboradores, entres eles Daniela Chesini que me recepcionou quando estive lá. Neste período, ele teve a oportunidade de participar da virada estratégica da empresa em 1998, quando deixou de produzir vinhos tranqüilos e decidiu de se dedicar exclusivamente aos espumantes, acreditando na vocação das Serras Gaúchas a produzir espumantes de alta qualidade e classe mundial.



Além de aprimorar os clássicos Chando Brut e Chandon Demi-sec foi o responsável pela criação da reserva especial Excellence brut par Chandon e Excellence Rose par Chandon, e contribuiu para outras inovações como o Chando Passion e o Chando Brut Rosé.



Como degustador convidado, Philippe participa de muitos concursos nacionais e internacionais, como o “Vinalies Internationales”, em Paris. Além disso, Philippe ministra numerosas palestras e degustações comentadas sobre espumantes em todo Brasil, através do programa itinerante Chandon Weeks programa que lhe confere reconhecimento como um renomado especialista nacional sobre o assunto.

Os enólogos – engenheiros agrônomos com cursos de pós-graduação específicos em vitivinicultura e enologia – são os artesãos dos vinhos. Para reforçar esses conhecimentos, nossos enólogos contam com constante intercâmbio com enólogos das várias adegas do grupo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), a multinacional francesa da qual a Chandon faz parte.

Para a Chandon, toda a tecnologia empregada na produção das grandes prensas para a extração do mosto ao rigoroso controle de temperatura não dispensa o trabalho atencioso dos enólogos, seja com as uvas ou na sua transformação em vinho. Cabe a eles acompanhar o cultivo das videiras e sua evolução, determinar o momento exato da colheita, elaborar os vinhos base, e apreciar.



Por: Marcelo Carvalho